
ARTISTAS
O SARGO reúne uma seleção de artistas visuais que irão transformar as ruas e espaços urbanos da Ribeira Grande em verdadeiras galerias a céu aberto.
Através de intervenções artísticas em diferentes técnicas das artes visuais e da realização de workshops, estes criadores darão nova vida às paredes do município, promovendo a identidade local e reforçando a ligação entre a arte, o surf e a natureza açoriana.
Todos os artistas partilham uma afinidade especial com o mar e com o surf, seja pela prática direta do desporto, pela influência das paisagens marítimas ou pelo compromisso com a preservação ambiental.
Inspirados pelo dinamismo das ondas, pelas texturas naturais da costa e pela cultura do surf, os seus murais irão refletir esta ligação visceral ao Atlântico e ao espírito livre dos Açores.
Sara
franÇa
Natural de São Miguel, nos Açores, é atualmente em Ponta Delgada que mantém o seu atelier, onde desenvolve peças oversized, silhuetas plissadas, padrões exclusivos e uma estética influenciada pelo sportswear, com foco em peças femininas e unissexo.
Todos os modelos são criados e produzidos no atelier, garantindo controlo ético, qualidade artesanal e uso de materiais sustentáveis.
Reconhecida internacionalmente, o seu trabalho tem sido destacado em publicações como Harper’s Bazaar, Cosmopolitan e Umbigo Magazine.
Sara França é designer de moda e fundadora da marca homónima, criada em 2015.
Depois de trabalhar em semanas de moda com designers como Os Burgueses e Nuno Gama, decidiu lançar um projeto autoral assente na honestidade, transparência e identidade própria.


Fiumani
Fiumani, também conhecido como MANI, é um designer e artista visual italiano, nascido em 1987, em Loreto.
Ativo desde 2002, trabalha entre o design gráfico, a street art e a ilustração, desenvolvendo uma estética lo-fi, crua e direta. Influenciado pelo pós-punk, skate, tatuagem, customização de motos, surf e cultura DIY, o seu trabalho reflete uma atitude irreverente e profundamente autoral.
Com raízes na ética skate/punk, Fiumani utiliza o humor e a emoção para abordar temas sociais, criando imagens impulsivas, urgentes e cheias de personalidade. O seu traço expressivo traduz a necessidade constante de comunicar mensagens, ideias e inquietações de forma honesta e sem filtros.


Mani
The Yellow Jackets Couple
Ivy e Athon
Com formação em fotografia e design, a dupla construiu um vasto portefólio que inclui fábricas, palácios, prisões, minas, teatros, igrejas, hospitais e aldeias inteiras abandonadas. O contraste do amarelo — símbolo de luz, vida e esperança — com ambientes decadentes tornou-se a assinatura visual do projeto. Mais do que registos fotográficos, The Yellow Jackets criam um arquivo emocional e patrimonial, alertando para a urgência da preservação destes espaços antes que desapareçam definitivamente.


The Yellow Jackets Couple ( ou simplesmente The Yellow Jackets) é um projeto artísticofotográfico criado por Ivy e Athon, um casal unido pela paixão por lugares abandonados, fotografia e património esquecido.
Reconhecidos pelos seus icónicos casacos amarelos, os artistas exploram edifícios e espaços esquecidos pelo tempo, documentando a passagem da história e da memória coletiva.
Emese Bandi
Emese Bandi , natural da Hungria, é ilustradora e designer gráfica freelancer.
Residente na ilha de São Miguel há cerca de 15 anos. Desde cedo ligada às artes visuais, explora diariamente meios tradicionais e digitais, combinando técnicas contemporâneas com processos manuais.


O seu trabalho revela um forte apego ao papel, lápis e tintas, valorizando o gesto, a textura e o tempo do fazer manual.
Inspirada pela natureza e pelo ambiente que a rodeia, Emese cria composições sensíveis, orgânicas e equilibradas, onde a observação do quotidiano se transforma em narrativa visual.
Robert Panda
Robert Panda é um artista português com origem no graffiti, iniciado nos subúrbios de Lisboa. Desenvolveu uma prática artística centrada na intervenção e instalação escultórica em espaço público, cruzando humor, crítica social e participação espontânea do público.
É o criador do projeto “Os Estúpidos”, uma série de esculturas antropomórficas estilizadas e de caráter lúdico, produzidas com materiais como papel, fita adesiva, fibra de vidro ou cimento.
Estas figuras surgem inesperadamente em diferentes contextos urbanos e naturais, funcionando como catalisadores de interação, surpresa e reflexão sobre a condição humana, o comportamento coletivo e a noção de estupidez como traço universal.


O projeto teve início em 2011, em plena crise económica portuguesa, e a sua primeira instalação foi realizada nos Açores, na ilha de São Miguel.
Desde então, Os Estúpidos têm marcado presença em diversos festivais, eventos artísticos e exposições em Portugal e no estrangeiro, transformando o espaço público num palco improvisado onde o objeto inanimado dá lugar a uma performance viva e participativa.
Peixe Cru é um coletivo artístico formado por Gonçalo Mar, Pipoca e Frame01, amigos de longa data e unidos por uma paixão comum pela arte e pelo mar.
Naturais da Fonte da Telha, na Margem Sul, os três artistas partilham o surf como estilo de vida e o espaço urbano como campo de experimentação criativa.
Com uma abordagem multidisciplinar que cruza graffiti, street art, ilustração e escultura site-specific.
O coletivo destaca-se pela capacidade de dialogar com diferentes escalas e contextos.
Cada elemento do grupo possui um percurso artístico sólido e autónomo,
Peixe Cru
Gonçalo Mar · Pipoca · Frame01
contribuindo para um corpo de trabalho coletivo coeso, mas diverso.
Sempre abertos a novos desafios, os Peixe Cru exploram territórios fora da sua zona de conforto, mantendo uma forte ligação ao espaço público, à identidade local e à cultura oceânica.


Artista visual com um percurso ligado ao graffiti e à street art, Gonçalo Mar desenvolve um trabalho marcado pela exploração de formas, personagens e narrativas visuais de forte impacto gráfico. O seu universo cruza a cultura urbana com referências naturais e simbólicas, resultando em composições expressivas e reconhecíveis. Paralelamente ao trabalho autoral, integra projetos coletivos e colaborações multidisciplinares.
GONÇALO MAR
Frame01 é um artista urbano com um percurso consolidado na street art contemporânea.
O seu trabalho destaca-se pelo uso expressivo da cor, composição dinâmica e uma linguagem visual que oscila entre o abstrato e o figurativo.
Integrando o coletivo Peixe Cru, Frame01 expande a sua prática para projetos colaborativos e intervenções de grande escala.
FRAME0NE


Pipoca
Pipoca é artista visual com uma prática que atravessa o graffiti, a ilustração e a experimentação plástica.
O seu trabalho caracteriza-se por uma abordagem intuitiva, orgânica e profundamente ligada ao gesto e à matéria.
Com um imaginário próprio e uma forte ligação ao espaço urbano, desenvolve projetos que exploram identidade, movimento e emoção.


Renato Marques
Renato Marques , natural de Lisboa, reside na ilha de São Miguel há mais de 20 anos, tendo estado em vários países,incluído grande parte nos Estados Unidos.
Artista versátil, trabalha como decorador cénico e de interiores, com uma abordagem sensível e discreta. A sua relação com o mar é central na sua identidade criativa, resumida no seu statement pessoal:
“Se tivesse de viver num sítio onde não pudesse ver o mar, iria passar mal.”
No SARGO, partilha esse vínculo através de um workshop que cruza criatividade, tradição e liberdade.



Artistas Musicais


maDS Page
Mads Paige é cantora-compositora, modelo e artista multidisciplinar natural do Colorado, EUA.
Com uma estética “tom boy” ,tornou-se uma figura influente na redefinição dos padrões da indústria da moda e da música.
Depois de uma juventude ligada ao motocross, mudou-se para Nova Iorque, onde iniciou carreira como modelo profissional. Paralelamente, desenvolveu o seu percurso musical, lançando em 2016 o EP “444”, um trabalho indie-pop marcado por letras honestas sobre relações, identidade, nostalgia e emoções cruas.
Com uma base sólida de fãs internacionais e presença digital expressiva, Mads Paige cruza música, imagem e atitude num projeto artístico autêntico, sensível e contemporâneo.


aSPEgiiC
Natural de São Miguel, Açores, Aspegiic é um músico e compositor profundamente ligado à cultura musical micaelense, com uma presença regular em palcos da ilha e uma paixão pelo guitar-driven sound que atravessa blues, rock e canções originais com forte caráter emocional e terreno.
Com um percurso ativo em concertos acústicos e atuações ao vivo por toda a ilha — incluindo palcos emblemáticos como o L’Epicure Azores e apresentações em eventos culturais e festivais regionais — Aspegiic constrói pontes entre a identidade sonora dos Açores e públicos diversos.
A sua música, muitas vezes ancorada no poder da guitarra e na expressão direta das emoções, celebra a ligação entre o artista, o mar e a paisagem atlântica que o rodeia.
MÚSICA COM ALMA ATLÂNTICA


Jorge Valério
Preparem-se para uma viagem sonora única com o talento intimista e vibrante de Jorge Valério, também conhecido no universo musical como @jorge_handpan — um artista dedicado à expressão através do handpan, instrumento melódico de percussão cujas sonoridades evocam calma, introspeção e conexão profunda.
Com um estilo que funde técnica, sensibilidade e improvisação, Jorge transforma cada evento numa experiência sensorial, convidando o público a sentir o momento e a vibração do presente. A sua música flui com naturalidade, revelando uma relação visceral entre ritmo e emoção — perfeita para ambientes que inspiram calma, contemplação e comunhão com o ambiente, como é o caso do Sargo Surf e Art.
Ao tocar o handpan, Jorge cria paisagens sonoras que ecoam como ondas: suaves, profundas e envolventes. A sua abordagem musical não só entretém, como também convida a uma pausa interior, celebrando o som como forma de expressão e bem-estar
